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VarigLog PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrador   
Dom, 22 de Agosto de 2010 22:39

 

A aviação comercial começou no Brasil em Maio de 1927, no Rio Grande do Sul, quando foi fundada a Varig. Nesta data, iniciou-se também o transporte de cargas entre as cidades de Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande, até então apenas malas postais. Naquele momento, o transporte aéreo rompeu fronteiras, fazendo do avião um revolucionário meio de transporte. Sua chegada ajudou na resolução de vários problemas, tais como: doentes em estado grave puderam ser socorridos com remédios vindo das capitais, acelerou-se o conserto das máquinas que até então chegavam a ficar paradas por semanas, jornais puderam ser transportados levando informações atualizadas para o interior. De uma forma rápida, a indústria e o comércio perceberam as vantagens do transporte aéreo, principalmente devido a possibilidade real de expandir a comercialização de seus produtos e conquistar novos mercados.

No início, a carga era fonte de receita suplementar, aproveitando-se apenas da margem de peso disponível nos aviões de passageiros. Esse cenário permaneceu até 1944, quando a Varig, observando o crescimento do mercado, inicia seus vôos exclusivamente cargueiros, ligando as cidades de Porto Alegre e Pelotas. Essas cargas eram transportadas em aviões modelos Junkers F-13 e nos Electra-10, ambos podiam transportar até 880 kg.  Após um rápido crescimento local, a Varig estendeu suas linhas, primeiro para Curitiba, com os Electra-10 e depois para São Paulo e Rio de Janeiro, já com uma considerável freqüência de três vôos semanais, operando então, com os aviões modelo Douglas C-47, após a Segunda Guerra Mundial.

Ao mesmo tempo em que investia no transporte de passageiros, investimentos também eram realizados no transporte de cargas, cujo volume transportado aumentava em progressão geométrica. Houve um crescimento tão significativo, que em 27 de Janeiro de 1948, a Varig registra no DAC (Departamento de Aviação Civil) o seu primeiro avião modelo Douglas C-47 inteiramente cargueiro. Simultaneamente, foram criadas seções de cargas nas cidades de Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro. Visando atender a demanda, a Varig adotou aviões mistos, ou seja, aviões em que a cabine era dividida em duas partes; na parte dianteira era transportada cargas e na parte traseira 16 passageiros. O sucesso dessa iniciativa foi imediato e logo que os seis primeiros aviões Curtis Comander C-46 foram adquiridos, dois rapidamente foram destinados exclusivamente ao transporte de cargas.

A extensão das linhas até a cidade de Natal, significou muito mais do que um aumento no transporte de cargas. Devido a esse novo cenário, ocorreu um crescimento no quadro de promotores de vendas e o serviço pioneiro que foi inaugurado posteriormente acabou adotado pela concorrência. Apesar de parecer fácil, a venda de “espaço vago” nos cargueiros foi extremamente difícil. Industriais e comerciantes, acostumados aos meios de transportes convencionais, relutaram em transportar suas mercadorias por via aérea, pois não acreditavam em um lucro compensador.

Começa então uma nova explosão industrial. As indústrias de calçados do Rio Grande do Sul passaram a conquistar novos mercados, fábricas e indústrias de toda a região Sul do país aumentaram suas vendas e expandiram suas atividades, concorrendo diretamente com outras praças, atingindo, desta forma, as regiões Norte e Nordeste. Produtos das mais diversas áreas, farmacêuticos, automobilísticos, tecidos, confecções, alimentícios, calçados etc. eram transportados pelos aviões da Varig e remetidos para todo o país, suprindo assim as necessidades dos mais diversos mercados. Visando melhorar cada vez mais os serviços prestados, a Varig inaugurou seus vôos cargueiros noturnos, carinhosamente apelidados de “Corujão”. Esses vôos foram marcados por um enorme sucesso. Além das mercadorias já transportadas, aumentou o transporte de malas postais e dos grandes jornais, cujas primeiras tiragens possibilitavam a todos os brasileiros ter informações vindas dos grandes centros. Na década de 60, a Varig incorporou o Boeing 707F à sua frota, gerando mais flexibilidade às operações e opções aos clientes. Na década de 70, foram adicionados dois aviões Boeing 727-100F. Até 1980 já eram cinco as aeronaves B727-100F na companhia.

Em 1985 a Varig inaugurou o centro de distribuição de carga (TECA) de São Paulo, com câmera frigorífica, cofre para cargas valores, área para armazenar cargas perecíveis e cargas perigosas.
Em 1986, foram adquiridos dois DC-10F a frota de cargueiros da companhia. Um ano depois, em 1987, foi inaugurado o centro de distribuição de carga (TECA) do Rio de Janeiro, com dois andares, 10.000 m2 e com os mesmos benefícios oferecidos pelo centro de distribuição de São Paulo, referentes ao armazenamento de cargas especiais.

Em 1993, a Varig passou a adotar a denominação "VARIG CARGO".

Quatro anos depois, em Agosto de 1997, a VARIG CARGO adotou uma identidade corporativa que utilizou nos seus aviões e terminais de carga e lançou de forma pioneira no Brasil o primeiro site com serviço de tracking on line. Em Maio de 1999, transformou-se em Unidade de Negócio de Cargas.
Em 1999, a VARIG CARGO foi eleita a melhor transportadora de carga aérea das Américas no século XX, além do prêmio que recebeu pela sexta vez consecutiva em 2000, de melhor transportadora de carga aérea do Brasil.

Em outubro de 2000, foi constituída a VARIG LOG como empresa independente do Grupo VARIG.

A VARIG LOG (Varig Logística), iniciou suas atividades com mais de mil funcionários e uma frota cargueira composta por quatro B727-100F, quatro B727-200F e três DC-10-30F. A companhia possuía uma rede global de vendas e centros de distribuição de cargas (hubs) em São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Porto Alegre, Frankfurt, Miami e Nova York. A VARIG LOG tem como objetivo básico dedicação exclusiva ao transporte aéreo de cargas e soluções logísticas, alcançando maior agilidade na gestão dos assuntos relacionados à atividade de cargas convencional e fracionada, aproveitando as oportunidades de negócio advindas da logística integrada e do comércio eletrônico.

Em 2005 a empresa recebeu o primeiro MD-11F, sendo a primeira da América Latina a operar um modelo cargueiro desse tipo.
Mas em 2006, com a crise financeira da Varig, a empresa foi vendida para a VOLO Brasil. A empresa recebeu novos investimentos e incorporou jatos Boeing 757-200F. No mesmo ano a VOLO também comprou a VRG Linhas Aéreas (a parte "boa" da Varig).

Em 2007 a VRG foi vendida para a Gol e para compensar a perda dos porões dos aviões da Varig para o transporte de carga, a Varig Log encomendou vinte Cessna 208. Tudo parecia ir bem. Mas houve um desentendimento entre os sócios da empresa e a Varig Log mergulhou em uma crise financeira. A empresa devolveu as aeronaves de grande porte e deixou de fazer vôos internacionais. Depois até mesmo alguns dos novos 757F foram devolvidos.
Hoje a empresa está em recuperação judicial.

Última atualização em Dom, 22 de Agosto de 2010 23:33
 

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